sábado, 26 de maio de 2012

Grito de Revolta

Eu hoje sinto-me verdadeiramente triste. Ao ler alguns sítios na Internet, li que os suicídios na Grécia  tem vindo aumentar devido a crise financeira. Um dos últimos casos foi de um musico e da sua mãe de 91 anos que se atiram da varanda do seu apartamento. O musico em questão chamava-se: Antonis
 Perris. Esta família foi vendendo os seus bens mas continuavam sem liquidez. Ambos tinha a sua saúde debilitada e não tinham meios para fazer face ao pagamento da mesma.  Para além destes últimos  recentemente o farmacêutico,  Dimitris Christoulas suicidou-se com um tiro na cabeça numa praça no centro de Atenas.
Os culpados tem um rosto são os políticos e os grandes banqueiros que tem conduzido a Grécia mas também o nosso país numa política de austeridade que tem empobrecido a classe média dos respectivos países. Sem uma classe média forte não existe crescimento económico. A situação em portugal também é calamitosa.  todos os dias mais de vinte casas são entregues ao banco pois as pessoas não conseguem pagar os empréstimos. Para já não falar no os aumentos de impostos como IVA , no índice desemprego recorde que temos no nosso país,  os cortes de subsidio de Férias e de Natal, Os aumentos das taxas moderadoras nos serviços de saúde. Enquanto os bancos e os detentores das grandes fortunas continuam cada vez mais ricos. Os salários milionários inclusive nalgumas empresas publicas são escandalosos. Os boys dos partidos do arco do governo e o seus amigalhaços continuam a ter acesso uma enorme rede de privilégios. Eu estou farto de tanta imoralidade e a democracia que eu acredito está ameaçada por estes senhores que a única coisa que fazem é defender os seus interesses. Exigem ao povo imensos sacrifícios mas eles que deviam ser os primeiros a darem o exemplo, não abdicam dos seus enormes lucros. Eu acredito na justiça social numa distribuição mais justa. Onde os mais ricos devem ajudar aqueles que mais sofrem e os mais pobres. Eu sou defensor da Doutrina social da Igreja.                 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Construido inimigos

O titulo do meu texto ,deve-se  a leitura de um livro do Umberto Eco,  Construindo o Inimigo e outros escritos ocasionais.
Este autor extremamente conhecido no mundo inteiro, nomeadamente devido ao seu famoso romance, O Nome da Rosa. Filósofo medievalista e semiólogo.
Alias o  autor afirma categoricamente que " Para manter o povo sob controlo é necessário inventar constantemente inimigos, e pinta-los de maneira a  inspirarem medo e repugnância" . Alias muitas vezes criam-se inimigos e apoiam-se inimigos dos nossos inimigos para derrotar o nosso inimigo. Mas esses após a derrota do inimigo comum viram-se contra o antigo aliado. Um exemplo disso são os Talibas  e o Bin Laden em relação aos Estados Unidos. Ao longo da historia sempre houve uma necessidade de construção de inimigos. os inimigos são diferentes de nós e comportam-se segundo costumes que não são os nossos.  existe sempre uma necessidade de demonização do inimigo. um exemplo que o autor apresenta é o que diz Tácito sobre os judeus " Profano é para  eles, tudo aquilo que é sagrado para nós, e o que é para nós impuro é para eles lícito (...) são estranhos porque se abstêm-se da carne de porco, não põem fermento no pão, descansam ao sétimo dia, casam-se entre apenas entre eles (...) sepultam os mortos e não veneram os nossos césares ". Outro exemplo de inimigos são os imigrantes que são de cor e de religião diferente da nossa. Os inimigos cheiram mal e são feios. Para reflexão coloco uma citação do autor que me fez pensar muito. E de certa maneira terminou com uma certa ilusão minha sobre a bondade inerente do Homem. "Parece que não se pode passar sem o inimigo. A figura do inimigo não pode ser abolida dos processos civilizacionais. A necessidade  é congénita mesmo do homem brando e amigo da paz. Simplesmente, nesses casos, a imagem do inimigo é transferida de um objecto humano para uma força natural ou social, que de algum modo nos ameaça ,  e que tem de ser vencida, seja ela a exploração capitalista, poluição ambiental , a fome do terceiro mundo. Mas, mesmo que estes sejam virtuosos, como nos recorda Brecht, também o ódio à injustiça desfigura o rosto.". Enfim apesar de vivermos num mundo globalizado continuam existir preconceitos entre pessoas de nações diferentes ( Um exemplo disso são Alguns ditados portugueses contra  os Espanhóis:  " de Espanha nem bons ventos , nem bons casamentos") , religiosos nomeadamente entre cristãos e judeus, judeus e muçulmanos   ( onde questão da Palestina tem sido o ponto fulcral dessa luta desde da independência de Israel) mas também entre cristãos e muçulmanos ( Nomeadamente as cruzadas medievais mas   também as recentes vagas de ataques terroristas jihadistas como o 11 de Setembro,  exemplo máximo e marco civilizacional . Pois nada voltará ser como antes).  Mas também existem os inimigos económicos, como os grandes bancos e as instituições financeiras que nos tem colocado reféns do seu poder.  São os culpados de tudo nomeadamente para os seguidores das teorias que defendem que estes estão a criar um governo mundial. Existem também recentemente nalgumas esferas mediáticas, uma certa hostilidade para com a Maçonaria e com os Iluminatti que também são bodes expiatórios para um certo mal estar social. Tudo isso devido ao facto de serem organizações secretas e são acusadas de protecção entre os seus membros, nomeadamente na colocação dos seus membros em lugares fulcrais na rede de poder quer ao nível nacional, quer ao nível mundial.     

Pintura de Salvador Dali, A Face da Guerra .  

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A CImeira do G8 - Camp David

As posições das partes coincidiram em relação à Síria, ao Irão e à Coreia do Norte. O G8, em particular, destacou unanimemente que o Governo sírio e todas as partes envolvidas no conflito devem cumprir imediata e plenamente os seus compromissos no quadro do Plano do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan.

Os líderes mundiais foram também unânimes ao declarar que o Irão não deve ter armas nucleares. O problema não consiste apenas em métodos que podem não admitir que esse país seja uma potência nuclear.

Outro resultado importante da cimeira foi o acordo sobre a formação de um fundo especial de ajuda aos países árabes pelos quais rolou uma onda de revoluções. O seu capital inicial constituirá 250 milhões de dólares. Ao mesmo tempo, a constituição do fundo não será impedida pelo fato de os líderes mundiais continuarem a interpretar diferentemente as consequências sociais e políticas das revoluções árabes.

Habitualmente, o G8 destaca menos atenção aos problemas económicos. Esta é uma prerrogativa do G20. Entretanto, a situação na Grécia é tal que foi impossível ignorá-la. A preocupação dos líderes foi ligada em primeiro lugar à Grécia. A respetiva posição em relação ao país foi incluída no comunicado final.
Os líderes mundiais manifestaram-se contra a saída da Grécia da eurozona. No quadro das discussões foram referidos montantes para ajudar a resolver a crise europeia da dívida iguais aos meios investidos no restabelecimento da Europa após a Segunda Guerra Mundial – cerca de 12,4 mil milhões de dólares.
Em geral, o G8 refletiu a firmeza dos líderes mundiais de continuar a buscar soluções conjuntas das situações críticas – tanto na política, como na economia.

Esperemos para o bem de todos que realmente as decisões dos oito mais ricos do Sistema Internacional ,consigam a aplicar algumas das propostas preconizadas na cimeira. Nomeadamente numa aposta no Crescimento económico. Espero  o fim desta austoridade cega que nos tem conduzido uma das piores crises ecnómicas e sociais das últimas decadas. Espero também que sejam introduzidas regras mais firmes de controle do sistema financeiro, que a política começe libertar-se da hegemónia desse poder.     

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Breve Historia da Alma

É o titulo do livro que eu li recentemente. O autor é um sacerdote Italiano chamado Gianfranco Ravasi.  É  perfeito da Biblioteca Pinacoteca Ambrosiana, professor de Exagese bíblica na faculdade teológica da Itália Setentrional e membros da comissão Pontifícia para os Bens Culturais da Igreja. Em 2007 foi nomeado por Bento XVI Presidente do Ponteficia  Conselho para a Cultura. Perito biblista e hebraista, é autor de numerosos livros.
Ao longo dos séculos, muitos tentaram perceber a essência da alma: para alguns estava acorrentada ao corpo, para outros era um espírito puríssimo; os seus traços conduziram à intimidade profunda do homem ou a sua consciência ou, ainda, ao seu cérebro. Como sugere a origem do nome, ela é de facto semelhante ao vento (ánemos em grego). O Autor quis repensar o já tinha sido investigado e meditado durante a longa aventura do pensamento humano, a partir das culturas primitivas e das antigas civilizações do Egipto , Mesopotâmia, Índia e Árabia. e analisou as duas correntes que alimentam o conceito ocidental de alma: as Sagradas Escrituras, em particular o Génesis, com o homem criado à "Imagem de Deus", e a cultura grega com os mitos de Psique e Orfeu, e pensadores com Platão, Aristoteles e Plotino. O autor também faz uma analise do ponto de vista teológico nomeadamente  através dos padres da igreja  e São Tomas de Aquino, àqueles que analisaram do ponto de vista filosofico como Descartes, Hegel, Comte, Darwin , Popper, mas também Freud e Jung, só para citar alguns.
Para Finalizar deixo-vos uma curta metragem do espanhol Rodrigo Blass.
  
A pintura retrata uma alma a ser levada por dois Anjos, pintura do Pintor Wiliam Adolphe Bourguereau  

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Eleições Primarias Republicanas III

O candidato Mitt Romney ganhou as primárias presidenciais em cinco Estados na terça-feira (24), informaram redes de televisão, se aproximando da quantidade necessária de delegados para obter a indicação do Partido Republicano e enfrentar o presidente norte-americano, Barack Obama, um democrata, no pleito de novembro.
candidato republicano venceu nos Estados de Nova York, Pensilvânia, Connecticut, Delaware e Rhode Island, no nordeste dos Estados Unidos.
Romney, que está certo de sua indicação desde que seu rival principal Rick Santorum suspendeu a campanha neste mês, reivindicou sua vitória na corrida republicana durante um discurso em New Hampshire.
Os cinco Estados que votaram na terça-feira têm 231 delegados no total, e as vitórias aproximam Romney dos 1.144 necessários para garantir a indicação republicana para as eleições de 6 de novembro.

O candidato Newt Gingrich irá desistir de disputar as primárias do Partido Republicano às eleições presidenciais dos Estados Unidos em novembro. Vários orgãos de comunicação dão como certo a sua desistência, e apontam como data provavel o dia 1 de maio para o anuncio de tal facto.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A doutrina Cátara

Os cátaros eram maniqueístas e gnósticos, pois afirmavam a existência de dois princípios opostos: o do Bem e o do Mal. Portanto, eles atribuíam entidade ao Mal. Consideravam que o mal tinha existência ontológica. E isto é o que os tornava maniqueus. Apesar disso, afirmavam ser os verdadeiros e bons cristãos. Dai serem seita cristã e maniquéia. Mais do que isso, eram maniqueistas porque traziam em sua doutrina aspectos da mensagem sincrética do iniciado persa Mani, que tinha espalhado pelo mundo antigo, sua doutrina gnóstica.
Para eles, a matéria teria sido criada pelo deus do mal, para aprisionar nela o espírito do Deus bom. Portanto, todo o universo material seria maligno, e o Criador do Mundo -- Deus adorado pelos Católicos -- seria o Deus do Mal. Um deus menor encarregado da criação do mundo, conhecido universalmente como Demiurgo, seria então sob esta ótica, o deus da matéria ou do mundo da matéria, o Deus supremo seria o principio de todas as coisas, a fonte do mundo divino.
Em consequência, eles condenavam a maternidade, pois que a mater, a mãe, produziria mais matéria. Por isso diziam que toda mulher grávida estava ``possessa´´. A mulher, enquanto geradora de matéria, seria fonte do mal, entenda-se mal aqui, como a impossibilidade do ser humano de gerar seres perfeitamente espiritualizados, todo ser que nasce neste mundo, nasce por que é imperfeito e possui Karma, o nascimento poderia ser visto como uma possibilidade de resgate. O casamento e a procriação eram tidos como obras do deus do Mal, contudo ao mesmo tempo uma benção pois, evitava uma degeneração maior dos seres humanos, segundo a lei bíblica: é melhor casar do que abrasar.
A salvação para o catarismo era a libertação da alma de seu invólucro satânico, isto é, o corpo material impuro. Devido a essa concepção, os cátaros viam com bons olhos o suicídio.
“Além do suicídio por envenenamento ou salto num precipício, ou ainda a pneumonia voluntariamente contraída, era comum procurar-se a morte pela fome ou endura; deixavam de comer até se extinguir.”
Os sacerdotes cátaros, que denominavam-se "bons cristãos" ou "bons homens" e "boas mulheres", aparentemente levavam vidas simples e castas. Desprovidos de quaisquer posses materiais, buscavam afastar-se ao máximo do mundo, que consideravam corrupto, pois consideravam toda matéria corrupta. Eram considerados bons homens a partir do momento em que recebiam o consolamentum, um rito que representava de maneira simbólica sua morte com relação ao mundo. Os crentes (croyants) eram simpatizantes da doutrina cátara e somente recebiam o consolamentum nos momentos que antecediam sua morte. Os altos sacerdotes cátaros eram denominados perfeitos. Eles caminhavam entre o povo, sempre dois a dois, pregando o Amor universal e também auxiliando a população em suas necessidades. Deviam abster-se da alimentação carnívora, de atividades sexuais, evitar qualquer forma de violência e não podem possuir nenhum bem material.
 todas as criaturas e o mundo criado estão imersos em uma guerra eterna entre dois princípios irreconciliáveis: a luz – ou seja, o Espírito – e a escuridão, ou matéria. O verdadeiro Deus é visto como o criador do reino divino. Já nosso mundo material, repleto de miséria e corrupção, não pode ser uma criação do verdadeiro Deus. Portanto, só pode ter sido criado por um Deus mundano, que em certas ocasiões se associa com Satã. Ao mesmo tempo, os cátaros acreditam que há partículas do reino de Deus - centelhas divinas adormecidas no ser humano - perdidas neste mundo, e que elas precisam ser despertadas e resgatadas.  Devido à inúmeras discrepâncias entre o pensamento cátaro a e doutrina da Igreja Católica, entre eles o pensamento maniqueísta, o catarismo foi visto, pela Igreja Católica, como uma perigosa heresia. A perseguição iniciou-se por uma tentativa fracassada de reconversão da população local. Posteriormente, foram instalados tribunais de inquisição. Nessa época, a convivência local entre católicos e cátaros era boa: existem poucos relatos históricos de conflitos e há até mesmo diversos relatos de acobertamento de cátaros por católicos. Como todas as tentativas anteriores haviam falhado, a igreja católica implementou a conhecida cruzada contra os albigenses (referência aos cátaros habitantes da cidade de Albi e, por extensão, a todos os cátaros do sul da França). Essa foi a primeira cruzada a combater pessoas que se autodenominavam cristãs. A cruzada foi finda pela Rainha~Regente Branca de Castela, mãe de São Luis Rei da França, que pertenciam à dinastia capetiana, extremamente católicas. Essa violenta cruzada marcou o fim do movimento cátaro.
Eu como catolico considero que essa perseguição foi um verdadeiro crime cometida pela minha igreja. Defendo o direito cada um ter as suas doutrinas religiosas. defendo o dialogo entre as religiões e o ecomunismo entre as diferentes dominações cristãs Aqui fica a minha homenagem a todos os que se batem pelo direito a liberdade religiosa e de pensamento filosofico.

O Sufismo e a Cabala

Conhecido por muitos como o misticismo do Islão, o sufismo é uma filosofia de autoconhecimento e contato com o divino através de certas práticas as quais nem sempre seguem um padrão fixo e frequentemente parecem incomprensíveis a um observador que esteja fora do contexto de trabalho. Estas práticas devem ser aplicadas por um professor.
Os sufis acreditam que Deus é amoroso e o contato com ele pode ser alcançado pelos homens através de uma união mística, independente da religião praticada. Por este conceito de Deus, foram, muitas vezes, acusados de blasfêmia e perseguidos pelos próprios muçulmanos esotéricos, pois contrariavam a idéia convencional de Deus.
Hallaj (século X), um dos grandes representantes do sufismo, foi executado, pois ensinou, em estado de êxtase, que Deus e ele eram um; que havia atingido a identidade suprema. Como o ideal do sufismo era ascético, acreditavam que Jesus era tão importante quanto Maomé, que o Alcorão era tão essencial quanto a Bíblia ou a Torá. Quase um século e meio depois, Ghazali, um dos maiores pensadores do mundo e seguidor

Encontramos seguidores desta corrente em todos os segmentos sociais: camponeses, donas de casa, advogados, comerciantes, professores. Sua filosofia básica é: "Estar no mundo, mas não ser dele", livre da ambição, da cobiça, do orgulho intelectual, da cega obediência ao costume ou do respeitoso amor às pessoas de posição mais elevada.
A "Cabala" é uma filosofia esotérica que visa conhecer a Deus  e o Universo, sendo afirmado que nos chegou como uma revelação para eleger santos de um passado remoto, e reservada apenas a alguns privilegiados.
Formas antigas de misticismo judaico consistiam inicialmente de doutrina empírica. Mais tarde, sob a influência da filosofia neoplatônica e neopitagórica, assumiu um caráter especulativo. Na era medieval desenvolveu-se bastante com o surgimento do texto místico, Sefer Yetzirah, ou Sheper Bahir que significa Livro da Luz, do qual há menção antes do século XIII. Porém o mais antigo monumento literário sobre a Cabala é o Livro da Formação (Sepher Yetsirah), considerado anterior ao século VI, onde se defende a ideia de que o mundo é a emanação de Deus.
Transformou-se em objeto de estudo sistemático do eleito, chamado o "baale ha-kabbalah" (possuidores ou mestres da Cabala "). Os estudantes da Cabala tornaram-se mais tarde conhecidos como maskilim "o iniciado". Do décimo terceiro século em diante ramificou-se em uma literatura extensiva, ao lado e frequentemente na oposição ao Talmud.
Grande parte das formas de Cabala ensinam que cada letra, palavra, número, e acento da Escritura contêm um sentido escondido e ensina os métodos de interpretação para verificar esses significados ocultos.
Alguns historiadores de religião afirmam que devemos limitar o uso do termo Cabala apenas ao sistema místico e religioso que apareceu depois do século XII e usam outros termos para referir-se aos sistemas esotéricos-místicos judeus de antes do século XII. Outros estudiosos veem esta distinção como sendo arbitrária. Neste ponto de vista, a Cabala do pós século XII é vista como a fase seguinte numa linha contínua de desenvolvimento que surgiram dos mesmos elementos e raízes. Desta forma, estes estudiosos sentem que é apropriado o uso do termo Cabala para referir-se ao misticismo judeu desde o primeiro século da Era Comum. O Judaísmo ortodoxo discorda de ambas as escolas filosóficas, assim como rejeita a ideia de que a Cabala causou mudanças ou desenvolvimento histórico significativo.
Desde o final do século XIX, com o crescimento do estudo da cultura dos Judeus, a Cabala também tem sido estudada como um elevado sistema racional de compreensão do mundo, mais que um sistema místico. Um pioneiro desta abordagem foi Lazar Gulkowitsch.
A cabala ensina que, a fim de podermos reclamar as dádivas para as quais fomos criados para receber, primeiro temos que merecer essas dádivas. Nós as merecemos quando nos envolvemos com nosso trabalho espiritual – o processo de transformarmos a nós próprios na essência. Ao nos ajudar a reconhecer as fontes de negatividade em nossas próprias mentes e corações, a Cabala nos fornece as ferramentas para a mudança positiva.
também que todo ser humano é uma obra em execução. Qualquer dor, desapontamento ou caos que exista em nossas vidas não ocorre porque a vida é assim mesmo, mas apenas porque ainda não terminamos o trabalho que nos trouxe até aqui. Esse trabalho, muito simplesmente, é o processo de nos libertarmos do domínio do ego humano e de criar uma afinidade com a essência de compartilhar de Deus.
Na vida do dia-a-dia, esta transformação significa desapegar-se da raiva, da inveja e de outros comportamentos reativos em favor da paciência, empatia e compaixão. Não significa abrir mão de todos os desejos e ir viver no topo de uma montanha. Muito pelo contrário, significa desejar mais da plenitude para a qual a humanidade foi criada para obter.
A Cabala Cristã aparece a partir do final do século XV, na aurora da Renascença. Foi o resultado ou desmembramento natural do estudo de textos gregos, traduzidos por hebraístas cristãos. Teve seu auge nos séculos XVI e XVII e, como coadjuvante principal, contou com o auxílio da imprensa, a cargo da qual ficou a divulgação ou, melhor dito, a cópia múltipla de textos traduzidos e que anteriormente estava a cargo exclusivo de monges copistas. Outro coadjuvante foi o papa Sisto IV (1471-1484) que, como nenhum outro antes dele, ordenou a tradução de livros cabalísticos.
A sua principal abordagem ou motivo de ser foi o de estudar as escrituras, antigo e novo testamentos, aplicando os mesmos métodos que os cabalistas judeus e, demonstrando assim, que os escritos cabalísticos mantinha uma concordância, quase que unilateral, com o cristianismo e que no estudo da Cabala Judaica haviam argumentos favoráveis ao cristianismo. A grande maioria destes expoentes do Cabalismo cristão eram, a princípio, judeus conversos e conhecedores (quase que naturalmente) dos estudos cabalísticos.

Entre os primeiros a promover o conhecimento desta filosofia, além dos círculos exclusivamente judaicos, está Giovanni Pico della Mirandola (1463-1494) um discípulo de Marsilio Ficino na sua Academia de Florença. A sua visão sincrética do mundo combinava o platonismo, o neoplatonismo, o aristotelismo, o Hermetismo e a Cabala.
Pico teve por mestres a Flavius Mithridates, que introduziu Pico no estudo da Cabala e foi autor, entre outras obras de De Tropis Hebraicis, um trabalho original em latim com referências hebraicas que foi largamente elogiado por Sebastian Münster e Imbonatus; o humanista judeu-bizantino e professor de hebraico Johanan ben Isaac Aleman Yohanan Allemanno (que havia sido díscipulo do neoplatônico Judah Leon Messer) em cuja obra Ḥesheḳ Shelomoh (O explendor de Salomão), ele demonstra um profundo conhecimento da filosofia grega e árabe, discursa sobre as realizações artísticas e morais da raça humana, os quais se combinam em Salomão, o qual está (segundo o autor) acima de Platão e de outros filósofos; e Paulo de Heredia (1408-1486), provavelmente o que mais influenciou ao jovem Pico.
O trabalho de Mirandola foi, posteriormente desenvolvido por Athanasius Kircher (1602-1680), um padre jesuíta, hermetista e polímata que, em 1652, escreveu sobre o assunto em Édipo aegyptiacus. Embora ambos trabalhassem dentro da tradição cristã, estavam mais interessados ​​na abordagem sincrética. O trabalho de ambos levou diretamente ao Ocultismo e a Cabala Hermética.
A mim pessoalmente o que me atrai nesta filosofia
O Zohar propõe que a alma humana possui três elementos, o nefesh, ru'ach, e neshamah. O nefesh é encontrado em todos os humanos e entra no corpo físico durante o nascimento. É a fonte da natureza física e psicológica do indivíduo. As próximas duas partes da alma não são implantadas durante o nascimento, mas são criadas lentamente com o passar do tempo; Seu desenvolvimento depende das ações e crenças do indivíduo. É dito que elas só existem por completo em pessoas espiritualmente despertas. Uma forma comum de explicar as três partes da alma é como mostrado a seguir:
  • Nefesh - A parte inferior ou animal da alma. Está associada aos instintos e desejos corporais.
  • Ruach - A alma mediana, o espírito. Ela contém as virtudes morais e a habilidade de distinguir o bem e o mal.
  • Neshamah - A alma superior, ou super-alma. Essa separa o homem de todas as outras formas de vida. Está relacionada ao intelecto, e permite ao homem aproveitar e se beneficiar da pós-vida. Essa parte da alma é fornecida tanto para judeus quanto para não-judeus no nascimento. Ela permite ao indivíduo ter alguma consciência da existência e presença de Deus.
A Raaya Meheimna, uma adição posterior ao Zohar por um autor desconhecido, sugere que haja mais duas partes da alma, a chayyah e a yehidah. Gershom Scholem escreve que essas "eram consideradas como representantes dos níveis mais elevados de percepção intuitiva, e estar ao alcance somente de alguns poucos escolhidos".
  • Chayyah - A parte da alma que permite ao homem a percepção da divina força.
  • Yehidah - O mais alto nível da alma, pelo qual o homem pode atingir a união máxima com Deus.é o conceito de Alma.