segunda-feira, 11 de junho de 2012

Mandela uma lição de vida.

O último livro que eu li, foi sobre Nelson Mandela, escrito pelo Jack Lang chamado "Nelson Mandela Uma Lição de Vida. O autor é francês e é professor de direito Publico e socialista foi Ministro da Cultura do seu país.
Mandela nascido em 1918, é o rebelde que se empenha no combate à injustiça cometida contra os negros. Primeiro por via dos direitos e da não violência, como Gandhi, depois, a partir de 1944, na ilegalidade e na clandestinidade. É também o cativo sem ódio que descobre o teatro na prisão e se transforma em homem de estado pronto a dar provas do seu talento logo que é libertado, numa negociação impossível em que a paciência, a tolerância e a democracia lhe permitem evitar o banho de sangue. É finalmente aquele que renuncia a vingança para personificar a nação "arco-íris" .  Para terminar deixo vos uma citação do nosso Mandela que demonstra a grandeza de carácter deste homem : "Tenho lutado contra a dominação branca e contra dominação negra. Tenho acalentado o ideal de uma sociedade democrática e livre em que todas as pessoas possam viver juntas, em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para cuja concretização espero viver. Mas se for necessário , é um ideal pelo qual estou disposto a morrer".         

domingo, 10 de junho de 2012

Resgate a Espanha para salvar bancos


O ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, anunciou neste sábado que o país vai pedir um empréstimo ao Eurogrupo – instituição que reúne os ministros das Finanças da zona do euro – para recapitalizar seu sistema bancário. Segundo Guindos, será uma quantia "alta e com uma grande margem de segurança", mas cujo valor exato ainda será definido após análise de "auditores independentes". Mesmo sem especificar o valor, o ministro disse que o teto é de 100 bilhões de euros. A quantia será emprestada pelo Eurogrupo e administrada pelo FROB – Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária, órgão do governo espanhol criado pela recapitalizar o sistema bancário local após o estouro da bolha imobiliária em 2008 e 2009 – que repassará recursos aos bancos que necessitem de ajuda.
A Espanha é o quarto país europeu a receber ajuda do Eurogrupo. Irlanda, Portugal e Grécia já tiveram dinheiro injetado em suas economias pela instituição, com o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI).  Guindos evitou falar, porém, em "resgate". "É um apoio financeiro e nada tem a ver com resgate. O dinheiro será dirigido ao FROB para que ele injete nas instituições que pedirem ajuda. Nem todas as entidades precisam de recapitalização — 70% do sistema financeiro espanhol pode resistir às piores condições possíveis, segundo relatório do FMI"- Guindos disse que a ajuda financeira não está vinculada a pacotes de austeridade ou cortes nos gastos públicos. "Claro que existem condições para receber o dinheiro, mas não há nenhum tipo de condição fiscal nem de política macroeconómica, mas existem sim condições que as instituições deverão cumprir se quiserem receber o dinheiro."
Sobre o papel do FMI (Fundo Monetário Internacional) no programa, Guindos afirmou que estará restrito à assessoria do setor financeiro e de apoio e implementação do programa. 
De acordo com Guindos, o empréstimo também servirá para diminuir a pressão sobre a dívida pública espanhola. "Nos próximos dias se verá menor pressão sobre a dívida". 
Guindos afirmou que "o governo espanhol está ciente da volatilidade dos mercados de capitais, e por isso decidimos fazer este anúncio porque se considera que é bom para a economia espanhola e para a Zona do Euro. Queremos afugentar os temores sobre o futuro da zona do Euro."

domingo, 3 de junho de 2012

Somos todos Gregos



 O líder da esquerda radical grega Syriza, Alexis Tsipras, afirmou quer "anular" o memorando que confirma o resgate financeiro da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional) à Grécia, no  seu programa para as legislativas de 17 de Junho.
"O memorando pode ser aplicado ou anulado (...) e nós o anularemos", disse Tsipras que, segundo pesquisas, pode obter a vitória nestas eleições cruciais para o futuro da Grécia na zona do euro.
O resgate impõe medidas de austeridade ao Estado grego, como corte de salários e de Orçamento em áreas como saúde, previdência e educação.
A proposta alternativa do Syriza pretende garantir um "saneamento orçamentário socialmente justo" e uma "participação igualitária da Grécia na zona do euro", acrescentou, em coletiva de imprensa.
Tsipras também afirmou que quer "renegociar" um acordo com a União Europeia e o FMI para manter a Grécia sob assistência financeira, apesar de sua intenção de anular o memorando.   Aos 37 anos, Tsipras se tornou uma as principais figuras da política grega e rejeitou este "pseudo dilema" sobre a presença da Grécia na moeda única. Em troca, considera que a política de rigor aplicada é o "piloto automático que conduz à catástrofe" do país, e pode fazê-lo retornar ao dracma, a antiga moeda nacional.
O chefe de Syriza afirmou que seu partido, em caso de vitória, "buscará renegociar a dívida para reduzi-la drasticamente" ou tentará "obter uma moratória da dívida e um congelamento dos pagamentos até a estabilização ou a recuperação da economia".
O líder esquerdista ainda defendeu o imposto sobre grandes fortunas, o controle público do Orçamento e o congelamento imediato de reduções de salários e pensões, além da anulação das dívidas das famílias.

O Syriza quadruplicou seu resultado de 2009 e se impôs como segunda força política do país, tendo como bandeira a rejeição da austeridade, nas eleições de 6 de maio, que não permitiram a formação de um governo.
O partido conservador Nova Democracia (ND) e o Syriza têm intenções de voto muito próximas nas últimas pesquisas, com publicação autorizada na Grécia antes das legislativas de 17 de junho, mas nenhum parecia ter possibilidades de alcançar a maioria absoluta.
Três destas pesquisas publicadas nesta sexta-feira colocavam a ND em primeiro lugar, mas com pouca diferença, enquanto a quarta mostrava uma vantagem de 6% para Syriza, o partido que registra o maior crescimento em uma semana.
De qualquer forma, o vencedor se veria, sem dúvida, obrigado a estabelecer alianças governamentais para poder aspirar a uma maioria absoluta no Parlamento, de 300 cadeiras.
O Syriza é o acrónimo  de Coligação da esquerda Radical. os principaís movimentos que compõem esta coligação são o AKOA _ Esquerda Comunista Ecológica e Renovadora nasceu em 1991. Esta no Syriza desde 2004; o DEA - Esquerda Internacionalista dos Trabalhadores. Fundado em 2001 e de inspiração trotskista: o DIKKI - Movimento Democrático  Social . Fundado em 1995 como dissidência pela esquerda do socialistas do PASOK. Juntou-se ao SYriza em 2007; o KOE -  Organização Comunista da Grécia . Fundado em 2003 de inspiração maoista. Quer a saída do país da Nato e da UE. Além de defender a dissolução do FMI e da OMC ; KOKKINO que é um movimento trotskista que anima uma revista; os  Ecologistas da Grécia que é uma organização de ecologistas de esquerda fundada em 2007;  o SYNASPISMOS  coligação de movimentos de esquerda e ecologistas é o principal partido do Syriza. Fundado em 1989 quando os dois partidos comunistas (exterior e interior) se juntaram para participarem de um governo de unidade nacional: os  CIDADÃOS ACTIVOS de extrema esquerda, fundado em 2002 pelo heroi da resistência Manolis Glezos; o KEDA - Movimento pela Esquerda Unida em Acção , de 2000 de uma cisão do partido comunista do exterior; o RIZOSPASTES - que signifa Radicais. Sublinham o patriotismo e são contra as privatizações , são a favor da nacionalização dos bancos e da anulação dos impostos injustos; o GRUPO ROSA o seu nome deve-se a um tributo a comunista alemã Rosa Luxamburgo. Trata-se de um grupo da Esquerda radical com redes no estrangeiro, tem um blogue e um jornal; por último temos APO - Grupo Político Anticapitalista.  A europa e o mundo esperam pelas eleições gregas. Eu posso não concordar com algumas das medidas do Syriza. Mas compreendo e sou solidário com a classe média grega que empobreceu claramente com as medidas da troika. O mesmo está acontecendo em Portugal.          

sábado, 26 de maio de 2012

Grito de Revolta

Eu hoje sinto-me verdadeiramente triste. Ao ler alguns sítios na Internet, li que os suicídios na Grécia  tem vindo aumentar devido a crise financeira. Um dos últimos casos foi de um musico e da sua mãe de 91 anos que se atiram da varanda do seu apartamento. O musico em questão chamava-se: Antonis
 Perris. Esta família foi vendendo os seus bens mas continuavam sem liquidez. Ambos tinha a sua saúde debilitada e não tinham meios para fazer face ao pagamento da mesma.  Para além destes últimos  recentemente o farmacêutico,  Dimitris Christoulas suicidou-se com um tiro na cabeça numa praça no centro de Atenas.
Os culpados tem um rosto são os políticos e os grandes banqueiros que tem conduzido a Grécia mas também o nosso país numa política de austeridade que tem empobrecido a classe média dos respectivos países. Sem uma classe média forte não existe crescimento económico. A situação em portugal também é calamitosa.  todos os dias mais de vinte casas são entregues ao banco pois as pessoas não conseguem pagar os empréstimos. Para já não falar no os aumentos de impostos como IVA , no índice desemprego recorde que temos no nosso país,  os cortes de subsidio de Férias e de Natal, Os aumentos das taxas moderadoras nos serviços de saúde. Enquanto os bancos e os detentores das grandes fortunas continuam cada vez mais ricos. Os salários milionários inclusive nalgumas empresas publicas são escandalosos. Os boys dos partidos do arco do governo e o seus amigalhaços continuam a ter acesso uma enorme rede de privilégios. Eu estou farto de tanta imoralidade e a democracia que eu acredito está ameaçada por estes senhores que a única coisa que fazem é defender os seus interesses. Exigem ao povo imensos sacrifícios mas eles que deviam ser os primeiros a darem o exemplo, não abdicam dos seus enormes lucros. Eu acredito na justiça social numa distribuição mais justa. Onde os mais ricos devem ajudar aqueles que mais sofrem e os mais pobres. Eu sou defensor da Doutrina social da Igreja.                 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Construido inimigos

O titulo do meu texto ,deve-se  a leitura de um livro do Umberto Eco,  Construindo o Inimigo e outros escritos ocasionais.
Este autor extremamente conhecido no mundo inteiro, nomeadamente devido ao seu famoso romance, O Nome da Rosa. Filósofo medievalista e semiólogo.
Alias o  autor afirma categoricamente que " Para manter o povo sob controlo é necessário inventar constantemente inimigos, e pinta-los de maneira a  inspirarem medo e repugnância" . Alias muitas vezes criam-se inimigos e apoiam-se inimigos dos nossos inimigos para derrotar o nosso inimigo. Mas esses após a derrota do inimigo comum viram-se contra o antigo aliado. Um exemplo disso são os Talibas  e o Bin Laden em relação aos Estados Unidos. Ao longo da historia sempre houve uma necessidade de construção de inimigos. os inimigos são diferentes de nós e comportam-se segundo costumes que não são os nossos.  existe sempre uma necessidade de demonização do inimigo. um exemplo que o autor apresenta é o que diz Tácito sobre os judeus " Profano é para  eles, tudo aquilo que é sagrado para nós, e o que é para nós impuro é para eles lícito (...) são estranhos porque se abstêm-se da carne de porco, não põem fermento no pão, descansam ao sétimo dia, casam-se entre apenas entre eles (...) sepultam os mortos e não veneram os nossos césares ". Outro exemplo de inimigos são os imigrantes que são de cor e de religião diferente da nossa. Os inimigos cheiram mal e são feios. Para reflexão coloco uma citação do autor que me fez pensar muito. E de certa maneira terminou com uma certa ilusão minha sobre a bondade inerente do Homem. "Parece que não se pode passar sem o inimigo. A figura do inimigo não pode ser abolida dos processos civilizacionais. A necessidade  é congénita mesmo do homem brando e amigo da paz. Simplesmente, nesses casos, a imagem do inimigo é transferida de um objecto humano para uma força natural ou social, que de algum modo nos ameaça ,  e que tem de ser vencida, seja ela a exploração capitalista, poluição ambiental , a fome do terceiro mundo. Mas, mesmo que estes sejam virtuosos, como nos recorda Brecht, também o ódio à injustiça desfigura o rosto.". Enfim apesar de vivermos num mundo globalizado continuam existir preconceitos entre pessoas de nações diferentes ( Um exemplo disso são Alguns ditados portugueses contra  os Espanhóis:  " de Espanha nem bons ventos , nem bons casamentos") , religiosos nomeadamente entre cristãos e judeus, judeus e muçulmanos   ( onde questão da Palestina tem sido o ponto fulcral dessa luta desde da independência de Israel) mas também entre cristãos e muçulmanos ( Nomeadamente as cruzadas medievais mas   também as recentes vagas de ataques terroristas jihadistas como o 11 de Setembro,  exemplo máximo e marco civilizacional . Pois nada voltará ser como antes).  Mas também existem os inimigos económicos, como os grandes bancos e as instituições financeiras que nos tem colocado reféns do seu poder.  São os culpados de tudo nomeadamente para os seguidores das teorias que defendem que estes estão a criar um governo mundial. Existem também recentemente nalgumas esferas mediáticas, uma certa hostilidade para com a Maçonaria e com os Iluminatti que também são bodes expiatórios para um certo mal estar social. Tudo isso devido ao facto de serem organizações secretas e são acusadas de protecção entre os seus membros, nomeadamente na colocação dos seus membros em lugares fulcrais na rede de poder quer ao nível nacional, quer ao nível mundial.     

Pintura de Salvador Dali, A Face da Guerra .  

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A CImeira do G8 - Camp David

As posições das partes coincidiram em relação à Síria, ao Irão e à Coreia do Norte. O G8, em particular, destacou unanimemente que o Governo sírio e todas as partes envolvidas no conflito devem cumprir imediata e plenamente os seus compromissos no quadro do Plano do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan.

Os líderes mundiais foram também unânimes ao declarar que o Irão não deve ter armas nucleares. O problema não consiste apenas em métodos que podem não admitir que esse país seja uma potência nuclear.

Outro resultado importante da cimeira foi o acordo sobre a formação de um fundo especial de ajuda aos países árabes pelos quais rolou uma onda de revoluções. O seu capital inicial constituirá 250 milhões de dólares. Ao mesmo tempo, a constituição do fundo não será impedida pelo fato de os líderes mundiais continuarem a interpretar diferentemente as consequências sociais e políticas das revoluções árabes.

Habitualmente, o G8 destaca menos atenção aos problemas económicos. Esta é uma prerrogativa do G20. Entretanto, a situação na Grécia é tal que foi impossível ignorá-la. A preocupação dos líderes foi ligada em primeiro lugar à Grécia. A respetiva posição em relação ao país foi incluída no comunicado final.
Os líderes mundiais manifestaram-se contra a saída da Grécia da eurozona. No quadro das discussões foram referidos montantes para ajudar a resolver a crise europeia da dívida iguais aos meios investidos no restabelecimento da Europa após a Segunda Guerra Mundial – cerca de 12,4 mil milhões de dólares.
Em geral, o G8 refletiu a firmeza dos líderes mundiais de continuar a buscar soluções conjuntas das situações críticas – tanto na política, como na economia.

Esperemos para o bem de todos que realmente as decisões dos oito mais ricos do Sistema Internacional ,consigam a aplicar algumas das propostas preconizadas na cimeira. Nomeadamente numa aposta no Crescimento económico. Espero  o fim desta austoridade cega que nos tem conduzido uma das piores crises ecnómicas e sociais das últimas decadas. Espero também que sejam introduzidas regras mais firmes de controle do sistema financeiro, que a política começe libertar-se da hegemónia desse poder.     

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Breve Historia da Alma

É o titulo do livro que eu li recentemente. O autor é um sacerdote Italiano chamado Gianfranco Ravasi.  É  perfeito da Biblioteca Pinacoteca Ambrosiana, professor de Exagese bíblica na faculdade teológica da Itália Setentrional e membros da comissão Pontifícia para os Bens Culturais da Igreja. Em 2007 foi nomeado por Bento XVI Presidente do Ponteficia  Conselho para a Cultura. Perito biblista e hebraista, é autor de numerosos livros.
Ao longo dos séculos, muitos tentaram perceber a essência da alma: para alguns estava acorrentada ao corpo, para outros era um espírito puríssimo; os seus traços conduziram à intimidade profunda do homem ou a sua consciência ou, ainda, ao seu cérebro. Como sugere a origem do nome, ela é de facto semelhante ao vento (ánemos em grego). O Autor quis repensar o já tinha sido investigado e meditado durante a longa aventura do pensamento humano, a partir das culturas primitivas e das antigas civilizações do Egipto , Mesopotâmia, Índia e Árabia. e analisou as duas correntes que alimentam o conceito ocidental de alma: as Sagradas Escrituras, em particular o Génesis, com o homem criado à "Imagem de Deus", e a cultura grega com os mitos de Psique e Orfeu, e pensadores com Platão, Aristoteles e Plotino. O autor também faz uma analise do ponto de vista teológico nomeadamente  através dos padres da igreja  e São Tomas de Aquino, àqueles que analisaram do ponto de vista filosofico como Descartes, Hegel, Comte, Darwin , Popper, mas também Freud e Jung, só para citar alguns.
Para Finalizar deixo-vos uma curta metragem do espanhol Rodrigo Blass.
  
A pintura retrata uma alma a ser levada por dois Anjos, pintura do Pintor Wiliam Adolphe Bourguereau